Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2020 | Ano 14 | Nº 720

Live sobre Prêmio de Jornalismo apresentou casos vencedores

Evento ressaltou a importância do papel da imprensa na divulgação e propagação do caráter social do seguro

Jornalistas das instituições promotoras do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros 2020 – Vera Soares, da CNseg, Fernando Gonçalves, da ENS, e Jorge Clapp, da Fenacor, além de Gabriel Oliven, da Lupa Comunicação, braço de organização da iniciativa – estiveram reunidos em live na última quinta-feira, 10, nos canais da ENS no YouTube e no Facebook. Em pauta, detalhes da quinta edição do concurso e um bate papo com dois convidados especiais.

Os jornalistas Felipe Datt, do Valor Econômico, e Luciana Casemiro, d’O GLOBO, vencedores em anos anteriores, participaram do evento para mostrar um pouco do processo de criação das reportagens vencedoras. Eles ressaltaram a importância do projeto como um incentivador do trabalho da categoria e também do seguro como instrumento de proteção social.

“Acho muito importante o fato de os colegas envolvidos na produção deste prêmio destacarem que ele não é uma cooptação. Passamos por um momento tão ruim para nossa profissão, em que estamos sendo tão atacados, tão desrespeitados, que é muito bom sabermos que há um fórum em que temos toda a liberdade de escrever. Faço a coluna de Defesa do Consumidor, do jornal O Globo, sobre a qual as pessoas brincam, dizendo que é um espaço para falar mal das empresas. Porém, sempre tive todo trânsito com as casas envolvidas na promoção do prêmio - ENS, Fenacor e CNseg. Portanto, é um momento importante para reforçarmos a pluralidade. O setor de seguros é muito importante economicamente e vivemos ainda numa sociedade diversa educacionalmente e economicamente. Então, seguro é um tema recorrente na coluna pela própria dificuldade que as pessoas têm de entender o que é o seguro”, declarou Luciana Casemiro.

A reportagem com a qual Luciana venceu o prêmio, na categoria Jornal Impresso, edição de 2017, tratava do “golpe” promovido pelas Associações de Proteção Veicular. “Esta proteção era vendida como seguro, daí, o golpe, porque ela não é seguro, não tem grupo de risco, não tem nada que garanta o pagamento do prêmio. Percebemos que isso estava acontecendo em várias partes do País e no Rio de Janeiro também. As pessoas comprando para assegurar seus veículos, buscando um preço mais acessível para o tal “seguro”. No final, não recebiam nada, pois havia uma série de exigências. Foi daí que surgiu a matéria para a coluna, a fim de alertar os consumidores sobre o que era a proteção veicular e a diferença dela para o seguro e os riscos assumidos ao optarem por fazer a escolha por aquela “categoria” de proteção”, explicou a jornalista.

Reportagem vencedora abordou fusões no mercado segurador

Repórter e colaborador nos veículos Valor Econômico, Época Negócios e Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Felipe Datt foi finalista nas edições de 2017 e 2018 do prêmio e, em 2019, conseguiu vencer na categoria Web Jornalismo. A matéria premiada foi publicada no Valor Econômico com o título “Revolução silenciosa redesenha o setor”, mostrando como o mercado segurador conquista maior competitividade com fusões e aquisições.

“Cubro o setor de seguros há 10 anos. E foi uma das áreas que gostei com mais profundidade, logo cedo, talvez por ser muito regulado, por ter muitos números. Ou seja, um setor sobre o qual você decide fazer uma pauta e tem muito embasamento. Há muito material, teorias e números para comprovação, além de ser um segmento de fácil acesso aos executivos, o que facilita o trabalho. A pauta com a qual eu ganhei o prêmio foi muito bem sacada pelos editores. Ela surgiu de uma junção de anúncios no mercado de parcerias, vendas cruzadas, join venture, fusões e aquisições. A ideia foi, de fato, juntar tudo isso e transformar no que é uma tendência do mercado. Em 2010, 2011, já víamos o casamento da Mapfre com o BB e, de 2016 para cá, isso foi intensificado de uma maneira inédita. Foi o que o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, chamou de 'revolução silenciosa do mercado', o que acabou dando o título para a minha reportagem”, contou Felipe Datt.

Mediador da live, o 2º vice-presidente Administrativo da Fenacor, Érico Melo, lembrou que, desde 2016, quando o Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros foi instituído, a Federação contabilizou cerca de 3 mil trabalhos inscritos, reunindo mais de 500 jornalistas. “O seguro é a maior ferramenta de proteção social já inventada pela humanidade. E o momento é dos mais oportunos para tratarmos de seguro e de uma iniciativa como esta”, declarou.

Nova categoria sobre Formação e Qualificação Profissional

"Esta foi uma categoria muito bem-vinda ao tratarmos de um prêmio que fala sobre seguros. É até redundante dizermos que formação e qualificação profissional são importantes. Qualquer setor que entendamos como minimamente bem-sucedido precisa e demanda profissionais qualificados. Porém, quando falamos de seguro, dadas as características do nosso setor, este aspecto ganha contornos especiais. Seguro é um tema complexo e o mercado é muito dinâmico. A todo momento somos impactados por novos produtos, questões regulatórias sendo modificadas, novas normas sendo editadas. Isso tudo obriga nossos profissionais a terem uma necessidade constante de aperfeiçoamento, de atualização, para que eles tenham um desempenho e uma prestação de serviços de excelência. Outro aspecto que acentua essa importância da capacitação para o profissional de seguros é a grande quantidade de formações e profissões que o nosso setor abraça. Nele, militam administradores, economistas, atuários, advogados, estatísticos, jornalistas, médicos”, esclareceu o coordenador de Comunicação Social da ENS, Fernando Gonçalves, ao falar sobre a nova categoria incluída neste ano, Formação e Qualificação Profissional.

A superintendente executiva de Comunicação e Imprensa da CNseg, Vera Soares, trouxe dados econômicos importantes do setor, a fim de corroborar a importância da continuidade da iniciativa. “No ano passado, o setor segurador brasileiro arrecadou cerca de R$ 490 bilhões, ele ocupa o 16º lugar no ranking mundial, lidera na América Latina, e tem um papel super importante na economia, não apenas pelo seu poder estratégico, por dar suporte e cobertura ao risco, como também é da natureza do negócio de uma seguradora acumular ativos que vão garantir toda aquela cobertura que ela está sendo contratada para assegurar. E esses ativos, hoje em dia, estão superando R$ 1 trilhão, o que equivale a cerca de 25% da dívida pública. O que torna o setor segurador um dos maiores investidores institucionais do País”, avaliou.

O coordenador do Núcleo de Economia da Lupa Comunicação, Gabriel Oliven, comentou que esta quinta edição do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros é, sobretudo, uma prova da vitalidade do setor. “Um setor que é conhecido pela resiliência e resistência nas crises está dando uma prova destas qualidades neste momento crítico da pandemia. Além disso, a iniciativa funciona como uma homenagem que a Fenacor, a CNseg e a ENS prestam a todos os profissionais que se dedicam diariamente à cobertura dos vários ramos do seguro”, ressaltou.

Prêmio reconhece importância do jornalista na propagação do seguro

Diante da importância inegável do setor, o assessor de Imprensa da Fenacor, Jorge Clapp, ressaltou o orgulho de ter participado do momento de criação do prêmio, em 2016. “O reconhecimento da importância do jornalista, especificamente no caso do mercado de seguros, ao propagar a imensa relevância deste setor para a sociedade, é fundamental. Mas, para que essa proteção avance ainda mais, é preciso apontar para todos os setores da sociedade o que de fato representa o seguro. Principalmente, aqueles setores que mais necessitam de proteção neste momento, as pessoas mais carentes, indivíduos que não tiveram acesso ao seguro, às várias proteções que o seguro tem, disponíveis para todo tipo de bolso e carência. E ninguém pode fazer isso de forma tão eficiente e levar estas informações de forma tão clara e independente como a imprensa. Portanto, gostaria de deixar claro que a intenção do prêmio não é, nem nunca foi, cooptar apoio e simpatia de jornalistas para uma causa. Não há intenção de ter uma imprensa parceira, porque corre-se o risco de uma imprensa parceira não ser imprensa verdadeiramente”, concluiu.

Poderão concorrer reportagens e matérias veiculadas entre 11 de novembro de 2019 e 15 de novembro de 2020. As inscrições devem ser feitas até 16 de novembro. Demais detalhes estão disponíveis no regulamento, no endereço http://ens.vc/premiojornalismo


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