Rio de Janeiro, 12 de Abril de 2019 | Ano 13 | Nº 650
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Diretor do Bacen avaliou perspectivas e desafios da Inovação

Otávio Damaso afirmou que uma das principais mensagens que o Bacen quer passar é o total apoio ao processo de Inovação

  • O diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso.
  • O presidente da ENS, Robert Bittar. | Fotos: Maria Isabel Araujo.
  • O diretor geral da ENS, Tarcísio Godoy.
  • O vice-presidente da ENS, Luiz Tavares Pereira Filho.
  • O presidente da CNseg, Marcio Coriolano.
  • Da esq. para a dir.: Luiz Tavares, Otávio Damaso, Marcio Coriolano e Tarcísio Godoy.
  • Da esq. para a dir.: os diretores da ENS, Mario Pinto (Ensino Superior), Paola Casado (Administrativo-Financeira) e Maria Helena Monteiro (Ensino Técnico).
  • O diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso.
  • O presidente da ENS, Robert Bittar. | Fotos: Maria Isabel Araujo.
  • O diretor geral da ENS, Tarcísio Godoy.
  • O vice-presidente da ENS, Luiz Tavares Pereira Filho.
  • O presidente da CNseg, Marcio Coriolano.
  • Da esq. para a dir.: Luiz Tavares, Otávio Damaso, Marcio Coriolano e Tarcísio Godoy.
  • Da esq. para a dir.: os diretores da ENS, Mario Pinto (Ensino Superior), Paola Casado (Administrativo-Financeira) e Maria Helena Monteiro (Ensino Técnico).

Na última quinta-feira, 11 de abril, a Escola Nacional de Seguros (ENS) promoveu a palestra “Banco Central e as Inovações no Mercado Financeiro”, conduzida pelo diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso. O evento, que contou com a presença do presidente da ENS, Robert Bittar, e do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, foi realizado na matriz da ENS, no Rio de Janeiro (RJ), e debateu as iniciativas e desafios do Bacen frente às novas tecnologias. Cerca de 70 pessoas acompanharam in loco e mais de 280 assistiram pela internet.
 
Otávio Damaso afirmou que uma das principais mensagens que o Bacen quer passar é o total apoio ao processo de Inovação. “Apoiamos esse processo porque ele é bom para aumentar a eficiência do setor financeiro e é inevitável. É um movimento que vem ocorrendo no mundo inteiro”.
 
De acordo com o diretor, esse suporte do regulador é destinado às instituições financeiras, que já estão operando e precisam avançar em seus processos e aprimorar o relacionamento com o cidadão. “Além disso, o apoio à Inovação é também para as novas empresas que venham a entrar no sistema financeiro, seja como players concorrentes ou em forma de parcerias”, destacou.
 
O executivo ressaltou ainda que o processo de Inovação é uma oportunidade para preencher diversos gaps que ainda existem no mercado financeiro em segmentos que têm menor penetração, como é o caso das micro e pequenas empresas. “No mundo inteiro esse é um segmento de maior dificuldade para se operar. Portanto, há um espaço muito grande para o desenvolvimento de produtos e serviços para atendê-los. Muitas vezes a Inovação vem para ajudar a romper barreiras que dificultam as operações com pequenas e médias empresas”, explicou.
 
Damaso citou ainda a chegada do mobile, que mudou toda a cadeia dos processos na indústria bancária, eliminando burocracias e trazendo novas formas de realizar transações financeiras. “A agência física deixou de ser fundamental. A sociedade mudou e hoje demanda flexibilidade, comodidade e praticidade. Os cidadãos não querem perder tempo para resolver seus problemas financeiros, querem informações mais claras, rápidas e transparência nos processos”.
 
Riscos e seguros
 
Atualmente, o Bacen atua com uma ampla agenda de Inovação e vem trabalhando com um laboratório de startups para estimular e avaliar novos projetos. Uma das linhas de pensamento do regulador é não interferir na regulação da tecnologia. “Há um processo muito grande de monitoramento desse progresso e estamos entrando o mínimo possível na regulação da tecnologia, para deixar que elas cresçam e se desenvolvam”.
 
Apesar das inúmeras vantagens que a Inovação apresenta, há também o outro lado, do aumento dos riscos. No entanto, o assunto vem sendo tratado com grande atenção, a fim de se identificar e mitigar as ameaças. “Os riscos cibernéticos têm características especiais e introduzem um risco à estabilidade financeira de um dia para o outro. A questão é que esse risco por vezes ultrapassa as fronteiras dos reguladores. São riscos que, por vezes, temos pouco tempo para realizar estudos e previsões”, alertou Damaso.
 
De acordo com o diretor geral da ENS, Tarcísio Godoy, por outro lado, esses riscos representam o negócio da indústria de seguros. “Este é o mercado que deveremos desenvolver e investir. A existência do seguro é exatamente para poder mitigar todos os tipos de riscos, não somente aqueles relacionados à Inovação”, afirmou.
 
Sobre os desafios no processo de Inovação, o presidente da ENS, Robert Bittar, destacou que um segmento do setor de seguros em especial merece atenção, o da distribuição. “Há uma necessidade de maior clareza na informação, para que o consumidor tenha efetivamente a segurança do que está adquirindo”.
 
O evento também contou com a participação de outros membros da Diretoria da ENS, Luiz Tavares (vice-presidente), Maria Helena Monteiro (diretora de Ensino Técnico), Mario Pinto (diretor de Ensino Superior) e Paola Casado (diretora Administrativo-Financeiro). Neste ano, a ENS irá investir em uma nova linha de eventos, conduzidos por grandes personalidades do mercado de seguros, de outros segmentos e também do poder público.