Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2017 | Ano 13 | Nº 578
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Governança Corporativa em debate no Rio de Janeiro

Seminário “Governança Corporativa no Mercado de Seguros” foi promovido pelo CPES no dia 28 de setembro, no Rio de Janeiro

  • A coordenadora do CPES, Natália Oliveira. | Fotos: Fernanda Oliveira
  • O especialista em Compliance e Controles Internos, Assízio de Oliveira.
  • O mestre em Finanças Corporativas e analista da Susep, Vitor Providente.
  • A coordenadora do CPES, Natália Oliveira. | Fotos: Fernanda Oliveira
  • O especialista em Compliance e Controles Internos, Assízio de Oliveira.
  • O mestre em Finanças Corporativas e analista da Susep, Vitor Providente.

“Os conflitos de interesses que envolvem empresas têm origem em contratos incompletos, que não preveem ou descrevem as contingências que podem aparecer”, afirmou o mestre em Finanças Corporativas e analista técnico da Susep, Vitor Providente. Ele foi um dos palestrantes do seminário “Governança Corporativa no Mercado de Seguros”, promovido pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, no dia 28 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ).
 
Por definição, governança corporativa é o conjunto de processos que regulam a maneira como uma empresa é dirigida ou administrada. Nesse sentido, o evento teve como proposta apresentar conceitos relacionados à estrutura de governança corporativa e traçar um panorama sobre as principais práticas adotadas nesse segmento e seus impactos sobre os indicadores de eficiência.
 
A primeira apresentação da noite coube ao especialista em Compliance e Controles Internos, Assízio de Oliveira, que destacou a importância do controle interno na prática de governança corporativa. “Governança vem das expectativas que os clientes têm de a empresa funcionar bem. O controle interno garante o equilíbrio das questões de governança”, afirmou.
 
Conselho de Administração como aliado
 
Segundo Oliveira, para que a empresa tenha sucesso nessa área é necessário prestar atenção em todos os stakeholders, e não só nos acionistas. Assim, deve-se harmonizar possíveis conflitos e interesses, baseando-se em princípios éticos, separação de funções e gestão.
 
As práticas de governança corporativa são regidas por quatro pilares: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Para mantê-los em harmonia, é recomendável que a empresa crie um Conselho de Administração, conceito introduzido por Oliveira e que foi foco da palestra de Vitor Providente.
 
“O Conselho de Administração é o agente chave da boa governança corporativa, responsável por aprovar estratégias empresariais, fiscalizar os atos e contas da diretoria executiva, supervisionar as funções de governo e deliberar sobre a criação de comitês auxiliares”, explicou Providente.
 
O analista técnico abordou, ainda, a origem dos conflitos de interesses entre gestores e acionistas, que começam a surgir com contratos incompletos. “Os contratos não preveem contingentes. Os executivos conhecem mais o negócio e acabam ficando com o livre-arbítrio para decidir sobre a alocação dos recursos em uma situação não prevista”, concluiu.